GT AntroPoÉticas: Narrativas e ressonâncias sensíveis em imagens visuais e sonoras, como formas de transgredir fronteiras epistemológicas

El GT AntroPoÉticas: Narrativas e ressonâncias sensíveis em imagens visuais e sonoras, como formas de transgredir fronteiras epistemológicas es coordinado por Patricia Pinheiro, Valéria de Paula Martins y Alejandro Escobar Hoyos.
O fazer antropoético se constitui no interstício entre o conhecimento do universo de pesquisa e a produção de conhecimento, por meio de uma elaboração e “partilha do sensível” (RANCIÈRE, 2005) – aqui denominadas poéticas – que buscam dar vazão às experiências dialógicas estabelecidas com nosso(a)s interlocutore(a)s. Antes de se estabelecer enquanto uma antropologia poética, o termo antropoética (BRANDÃO, 2005; GHEIRART, 2015) propõe a articulação de distintas dimensões da vida: política, poética e ética, a partir do fazer antropológico em perspectiva ecológica (BATESON, 2000 [1972]; INGOLD, 2000, 2012; VELHO, 2001). Seguindo as indicações de Brandão (2005), afirmamos que Antropoética não se refere nem a uma antropologia da poesia, nem à poesia antropológica, portanto.
Este GT pretende promover discussões sobre as múltiplas potencialidades narrativas acionadas nos atos de observar, registrar, descrever e transmitir. De fato, tais narrativas são aqui compreendidas como constitutivas de um processo de conhecimento que é permeado por sentidos e sensibilidades
(LE BRETON, 2016; 2019; FELD, 2009) e que se dá em meio a campos de forças, relações de poder e conflitos, que dizem respeito tanto à própria constituição da subárea da antropologia audiovisual e da imagem, quanto aos inumeráveis temas e campos de pesquisa nos quais podemos atuar.
É a partir desta perspectiva que o presente GT deve acolher trabalhos que busquem refletir sobre os esforços descritivos-analíticos que integram o fazer antropológico, a partir
de múltiplas técnicas, linguagens e mediadores, tais como, a fotografia, os objetos, a colagem, o desenho, o som, a
música, o audiovisual, a manipulação digital, o
bordado, a instalação, a performance, o
grafite/pichação, os motivos gráficos, entre outras
formas de expressão e comunicação.
Trata-se, portanto, de colocar em evidência a incontornável reflexão sobre a “performance” (DAWSEY, 2005) do pesquisador, seja durante suas interações em campo, tratamento de dados ou nas diversas formas de restituição (devolutivas) social da pesquisa. Nesse sentido, um fazer AntroPoÉtico atento à dimensão sensível da vida, sem negligenciar silêncios, emoções, formulações inacabadas, esquecimentos e elementos
indizíveis, seria não apenas
desejado, mas
necessário.
Participantes atuais:
Departamento de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas; Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU); Núcleo de Antropologia Visual (NAVISUAL/UFRGS); Sociologia do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul Campus Bagé); Laboratório do Filme Etnográfico (LAB/UFF); CIESAS no México -Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS); Departamento de Ciencias de la Salud de la Universidad Nacional de La Matanza (ARG); Universidad Federal de Río de Janeiro; PUC- Peru; Universidad de Buenos Aires; Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN; Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA/CE), Universidade Federal de Campina Grande - UFCG; Programa de Pós Graduação em Antropologia Social da Universidade de Estadual de Campinas (Unicamp); Universidade Federal da Paraíba (UFPB)