Pandemia de narrativas

No final de 2019, uma nova síndrome respiratória disseminou-se, alterando o modo de vida globalmente. Especialmente no Brasil, tivemos nossas experiências remodeladas e o distanciamento social tornou-se nossa primeira forma de mitigar a transmissão do vírus.

Nesse contexto surge o projeto de extensão Pandemia de Narrativas: viver em quarentena, uma espécie de diário virtual criado no Instagram, que aciona múltiplas grafias visando o registro, a partilha e

comunicação de formas de experimentar, refletir e expressar esse período difícil. Ao apostar no caráter “epidêmico das imagens” (DIDI-HUBERMAN, 2003, p.35), esta ação põe em movimento narrativas contagiantes que nos permitem romper o isolamento e ultrapassar o silêncio, comum em momentos trágicos como este. Percebemos, assim, a partilha deste conhecimento sensível como um ato político (RANCIÈRE, 2005), e a expressão estética como um meio de “transcriação” destas experiências

(Cf. TOSIN, 2010; GONÇALVES, 2014). Em termos quantitativos, esta coprodução da comunidade acadêmica e da sociedade mais ampla conta atualmente com 1538 seguidores e um acervo de mais de 400 produções publicadas, provenientes de diversos países.

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